América Latina / Brasil

Nobel da Paz, Esquivel diz que há “um golpe de estado” no Brasil

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Quinta, 28 Abril 2016
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"Logicamente, temos muito claro que o que está sendo preparado aqui é um golpe de Estado encoberto. É o que nós chamamos de golpes brancos — declarou o argentino. Segundo Esquivel, apesar de não contar com a participação das forças armadas. O golpe emprega a "mesma metodologia" utilizada para afastar os presidentes Manuel Zelaya e Fernando Lugo, de Honduras e do Paraguai, respectivamente.

247 - O argentino Adolfo Pérez Esquivel, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1980, disse que existe um "golpe de estado" em curso no país visando afastar a presidente Dilma Rousseff do cargo para o qual foi eleita democraticamente. afirmou que um "golpe de estado" está em curso no Brasil. Esquivel, que teve um encontro com Dilma na manhã desta quinta-feira (28), destacou que o caso brasileiro tem a "mesma metodologia" dos "golpes" realizados em Honduras e no Paraguai.

"Logicamente, temos muito claro que o que está sendo preparado aqui é um golpe de Estado encoberto. É o que nós chamamos de golpes brancos — declarou o argentino. Segundo Esquivel, apesar de não contar com a participação das forças armadas. O golpe emprega a "mesma metodologia" utilizada para afastar os presidentes Manuel Zelaya e Fernando Lugo, de Honduras e do Paraguai, respectivamente.

Para Esquivel, o impeachment da presidente Dilma significaria um "retrocesso" para a América Latina; Ele disse esperar que a Unasul e o Mercosul rejeitem o processo. Ele também disse que a esquerda latino-americana precisa fazer uma autocrítica. " A esquerda muitas vezes tem poucos discursos e poucas práticas", afirmou.

Adolfo Pérez Esquivel é argentino. Atua como arquiteto, escultor e ativista de direitos humanos. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1980. Num de seus trabalhados mais destacados coordenou, em 1974, a fundação do Servicio Paz y Justicia en América Latina (SERPAJ-AL), ao lado de bispos católicos, teólogos, militantes, líderes comunitários e sindicalistas, numa área de grandes conflitos: Medellin, na Colômbia.

Fonte: Brasil 247 e Agência Petroleira de Notícias