Direitos Humanos

Mulheres se unem contra ascensão do machismo

Imprimir
Segunda, 06 Março 2017
Acessos: 1891
Compartilhar

No Rio, haverá ato unificado. Concentração às 16h, na Candelária. Mulheres também protestam contra as reformas de Temer.

(Por Fatima Lacerda)

 

Mulheres de mais de 30 países devem aderir à paralisação internacional deste 8 de Março, ainda que de forma parcial ou simbólica. Mas é um avanço significativo que a convocatória tenha um caráter internacional.

Os retrocessos estão em toda parte. No Brasil, o grito de guerra é contra a violência e as reformas de Temer, especialmente as reformas Previdenciária e Trabalhista: “Nenhum direito a menos!”

A Marcha Mundial das Mulheres divulgou carta em que denuncia a crescente tomada de governos por parte de partidos de direita, que expressam ódio, racismo, misoginia, intolerância e demais formas de discriminação, em todos os cantos do mundo.
A carta destaca o aprofundamento do paradigma patriarcal, do capitalismo neoliberal e do neocolonialismo, com a apropriação por empresas e grupos de territórios, águas, bosques, conhecimento, dos corpos e das mentes. A acumulação de riqueza por poucos é a grande corrupção de nossos tempos.

A entidade também faz menção “às injustiças climáticas, destruindo formas de subsistência e provocando mortes, sobretudo em comunidades pobres”. A liderança nefasta exercida pelo atual presidente dos Estados Unidos, um machista auto-declarado, desafia todos os povos

• Na África, companhias transnacionais do setor extrativista e da agroindústria invadem as comunidades, destroem seus meios de sustento e aprofundam a pobreza. Milhares de mulheres e meninas são vítimas de estupros, matrimônios forçados e sofrem com a gravidez precoce, o que limita seu acesso à educação e as distancia de uma vida digna.

• No Mundo Árabe e no Oriente Médio, mulheres são aterrorizadas e brutalizadas por seguidores de grupos fundamentalistas, incluindo a escravidão.

• Nas Américas, governos de esquerda e de tendência social-democrata são substituídos por governos de direita e de extrema-direita, como no Brasil. Em pouco tempo um tsunami vem devastando direitos humanos e sociais que demoraram décadas para serem sedimentados. Cresce a onda de violência contra meninas e mulheres.

• Na Ásia, a pobreza também aumenta e as multinacionais intensificam o controle territorial, com a proteção das políticas neoliberais globais. Aumenta o tráfico de mulheres e meninas que estão cada vez mais expostas à exploração de seu trabalho e à violência sexual.

• Na Europa, em distintas regiões, as mulheres estão se opondo ao retrocesso sobre o direito ao aborto, dentre outros. Forças conservadoras estão utilizando as medidas de austeridade e a seguridade para justificar o renascimento de um nacionalismo radical que provoca intolerância com migrantes e outras minorias.
Todas e todos temos o compromisso de estar nas ruas e de protestar com vigor neste 8 de Março. Venha e faça a sua parte!

Fonte: Fatima Lacerda é jornalista da Agência Petroleira de Notícias (texto redigido com informações da Marcha Mundial de Mulheres)

Compartilhar

Copyright © 2019 Agência Petroleira de Notícias. Todos os direitos reservados.
Joomla! é um software livre com licença GNU/GPL v2.0

Av. Presidente Vargas, 502, 7º andar, Centro, Rio de Janeiro - RJ, CEP 20010-000 • (21) 2508-8878 Onlink.