Direitos Humanos

Mulheres se unem contra ascensão do machismo

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Segunda, 06 Março 2017
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No Rio, haverá ato unificado. Concentração às 16h, na Candelária. Mulheres também protestam contra as reformas de Temer.

(Por Fatima Lacerda)

 

Mulheres de mais de 30 países devem aderir à paralisação internacional deste 8 de Março, ainda que de forma parcial ou simbólica. Mas é um avanço significativo que a convocatória tenha um caráter internacional.

Os retrocessos estão em toda parte. No Brasil, o grito de guerra é contra a violência e as reformas de Temer, especialmente as reformas Previdenciária e Trabalhista: “Nenhum direito a menos!”

A Marcha Mundial das Mulheres divulgou carta em que denuncia a crescente tomada de governos por parte de partidos de direita, que expressam ódio, racismo, misoginia, intolerância e demais formas de discriminação, em todos os cantos do mundo.
A carta destaca o aprofundamento do paradigma patriarcal, do capitalismo neoliberal e do neocolonialismo, com a apropriação por empresas e grupos de territórios, águas, bosques, conhecimento, dos corpos e das mentes. A acumulação de riqueza por poucos é a grande corrupção de nossos tempos.

A entidade também faz menção “às injustiças climáticas, destruindo formas de subsistência e provocando mortes, sobretudo em comunidades pobres”. A liderança nefasta exercida pelo atual presidente dos Estados Unidos, um machista auto-declarado, desafia todos os povos

• Na África, companhias transnacionais do setor extrativista e da agroindústria invadem as comunidades, destroem seus meios de sustento e aprofundam a pobreza. Milhares de mulheres e meninas são vítimas de estupros, matrimônios forçados e sofrem com a gravidez precoce, o que limita seu acesso à educação e as distancia de uma vida digna.

• No Mundo Árabe e no Oriente Médio, mulheres são aterrorizadas e brutalizadas por seguidores de grupos fundamentalistas, incluindo a escravidão.

• Nas Américas, governos de esquerda e de tendência social-democrata são substituídos por governos de direita e de extrema-direita, como no Brasil. Em pouco tempo um tsunami vem devastando direitos humanos e sociais que demoraram décadas para serem sedimentados. Cresce a onda de violência contra meninas e mulheres.

• Na Ásia, a pobreza também aumenta e as multinacionais intensificam o controle territorial, com a proteção das políticas neoliberais globais. Aumenta o tráfico de mulheres e meninas que estão cada vez mais expostas à exploração de seu trabalho e à violência sexual.

• Na Europa, em distintas regiões, as mulheres estão se opondo ao retrocesso sobre o direito ao aborto, dentre outros. Forças conservadoras estão utilizando as medidas de austeridade e a seguridade para justificar o renascimento de um nacionalismo radical que provoca intolerância com migrantes e outras minorias.
Todas e todos temos o compromisso de estar nas ruas e de protestar com vigor neste 8 de Março. Venha e faça a sua parte!

Fonte: Fatima Lacerda é jornalista da Agência Petroleira de Notícias (texto redigido com informações da Marcha Mundial de Mulheres)