Direitos Humanos

Atos em favor de Rafael Braga

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Segunda, 24 Abril 2017
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Jovem negro carioca foi detido nas manifestações de junho de 2013, portanto uma garrafa de Pinho Sol, sendo condenado a mais de 11 anos de prisão.

 

Coletivos organizam no Rio e em São Paulo atos de apoio a Rafael Braga, único manifestante de junho de 2013 que ficou preso, na época, por estar portando uma garrafa de Pinho Sol. O juiz Ricardo Coronha Pinheiro, que atendeu o caso, condenou Braga a 11 anos e 3 meses de prisão alegando a acusação de tráfico de drogas.

Em São Paulo, o primeiro protesto acontece nessa segunda (24) com o início da  concentração no Vão do Masp. Já no Rio, os atos serão organizados pelo ‘Coletivo Campanha’, na terça (25). As informações são do site Justificando. 

 Atos de apoio a Rafael Braga são marcados no Rio de Janeiro e em São Paulo

No Rio de Janeiro, cidade onde Rafael foi condenado, foi marcada reunião da “Campanha pela liberdade de Rafael Braga” – “a Campanha convoca todos os coletivos, movimentos e pessoas sensíveis à causa do Rafael Braga a participar terça-feira, dia 25 de abril, da reunião da Campanha. As reuniões da Campanha sempre foram abertas e públicas, mas fazemos um chamado para unirmos mais forças nessa luta neste momento crítico”.

Em São Paulo, a concentração está prevista para o Vão do Masp, na segunda feira, 24. Douglas Belchior, ativista do movimento negro, divulgou em suas redes sociais. 

Rafael Braga, único preso das manifestações de junho em razão do porte de pinho sol, foi condenado pelo juiz Ricardo Coronha Pinheiro a 11 anos e três meses de prisão, além do pagamento de R$ 1.687.

Não só o magistrado condenou exclusivamente com base nas palavras de policiais, como também se recusou a considerar o depoimento da vizinha de Rafael que afirmou ter visto os policiais agredi-lo. Para Rodrigo Mondego, advogado com reconhecida atuação junto a manifestantes, “Rafael Braga com sua nova condenação, é o símbolo da ditadura de um judiciário e seu sistema de justiça, que oprime tortura e mata”.

 Fonte: Jornal GGN