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Moro minimiza caixa dois para enriquecimento ilícito

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Segunda, 10 Abril 2017
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Em passagem pela Universidade de Havard, no final da semana passada, o juiz Sergio Moro classificou o crime de caixa 2 como pior que o enriquecimento ilícito.

 

Imagem: Reprodução BBC Brasil

Ele sugeriu que os dois são crimes terríveis, mas que usar propina em campanha eleitoral é um "crime contra a democracia", enquanto colocar a propina numa conta na Suíça, por exemplo, "não está mais fazendo mal a ninguém naquele momento". 

 "Temos que falar a verdade, a Caixa 2 nas eleições é trapaça, é um crime contra a democracia. Me causa espécie quando alguns sugerem fazer uma distinção entre a corrupção para fins de enriquecimento ilícito e a corrupção para fins de financiamento ilícito de campanha eleitoral. Para mim a corrupção para financiamento de campanha é pior que para o enriquecimento ilícito. Se eu peguei essa propina e coloquei em uma conta na suíça, isso é um crime, mas esse dinheiro está lá, não está mais fazendo mal a ninguém naquele momento. Agora, se eu utilizo para ganhar uma eleição, para trapacear uma eleição, isso para mim é terrível. Eu não estou me referindo a nenhuma campanha eleitoral específica, estou falando em geral.

 O Congresso, há meses, vem dando sinais de que pretende aprovar uma anistia ao caixa 2, separando o "joio do trigo". O discurso, defendido principalmente por tucanos, é no sentido de não colocar no mesmo balaio quem enriqueceu com propina e quem usou os recursos em campanhas eleitorais, amenizando a pena para esse último grupo.

 Moro, segundo O Globo, "defendeu o projeto elaborado pelo Ministério Público Federal por acreditar que a atual tipificação do Caixa 2, que trata do caso de forma semelhante à falsificação, como inadequada."

 O juiz, que discursou duas horas após a ex-presidente Dilma Rousseff, não quis comentar a frase do ex-presidente Lula, que afirmou, na semana passada, estar “ansioso” para encontrar o magistrado em Curitiba. Lula prestará depoimento no caso triplex no dia 3 de maio.

 

Fonte: Jornal GGN

 

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