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Trabalhadores do setor de energia vão jogar peso no dia 28

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Segunda, 10 Abril 2017
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Petroleiros, eletricitários e atingidos por barragem discutem a luta popular, no setor de energia. Greve do dia 28 é prioridade.

  Por Emanuel Cancella  

Aconteceu, em São Paulo, como pauta da “Plataforma Operária e Camponesa para energia”, nos dias 7 e 8 de abril, no Centro de Formação Sagrada Família, em São Paulo. Presentes estavam o professor Luiz Pingueli Rosa; o ex-diretor da Petrobrás, Guilherme Estrela; Paulo Metri, do Clube de Engenharia; os professores Dorival Gonçalves, da UFMT;  Igor Fuser, da Universidade Federal do ABC; Carlos Vaine, da UFRJ. Da FNP, Emanuel Cancella e Adaedson; da FUP, Jose Maria e João Moraes e outros dirigentes.

O encontro reuniu trabalhadores do setor de energia, petróleo e do MAB (Movimento dos Trabalhadores Atingidos por Barragem).  No encontro, destaquei  que os trabalhadores do petróleo e da energia fizeram o dever de casa nos quatro governos do PT, já que tornamos o Brasil autossuficiente em energia.

O grande problema é que tudo que foi conquistado está sendo destruído, principalmente no que diz respeito ao uso social dessas conquistas, como o nosso petróleo, que está sendo entregue; os royalties do pré-sal, que previam 75% para educação e 25% para a saúde, serão no governo golpista destinados para benefício dos gringos; tarifa social de energia para favorecer os mais pobres e expansão de luz do campo, nem pensar:

Estão privatizando nossa energia, transformando á agua e energia em mercadorias e liquidando a Petrobrás!
O professor Pingueli disse: “Vender ativos públicos a preços aviltados é fácil, quero ver se eles venderiam assim um patrimônio próprio”. Pingueli se referia aos leilões de hidrelétricas e de petróleo.

Na Petrobrás, Pedro Parente vende ativos, sem licitação, para quem quer e por quanto quer. E cinicamente, como sempre, quem vai financiar essas privatizações vai ser o BNDES, com dinheiro do contribuinte.

Além das mobilizações que o movimento recém-instituído  vai organizar, como nos leilões de hidrelétrica e de petróleo, A Plataforma Operária e Camponesa considera que o próximo desafio é garantir uma boa participação na greve geral do dia 28 de abril.

Esse coletivo também vai elaborar uma cartilha destinada às classes populares,  traduzindo  a importância do petróleo e da energia em suas vidas. A ideia é criar uma grande mobilização em torno dos temas petróleo, energia e água.

A campanha O Petróleo é Nosso, nas décadas de 1940-50, deve servir de inspiração. Sem TV e sem internet, os brasileiros organizaram  os centros de estudos do petróleo, nos principais municípios, o que resultou na criação da Petrobrás e do monopólio estatal do petróleo.     

Além disso, a Plataforma Operária e Camponesa  deliberou por trabalhar com afinco, no sentido de anular todas as privatizações do governo golpista de MiShell Temer. Vamos, também, elaborar um documento-compromisso, na área de energia, petróleo e água, para comprometer os parlamentares e  candidatos à presidência em 2018, tendo como base:
 
 O pré-sal é da nação, para saúde e educação!  Água e energia não são mercadorias!  
                                                   
Fonte: Emanuel Cancella é secretário-geral do Sindipetro-RJ e coordenador da FNP.

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