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PF intima diretor da CUT para o mesmo dia do depoimento de Lula na Lava Jato

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Sexta, 28 Abril 2017
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Com o objetivo claro de esvaziar qualquer tipo de manifestação, a Polícia Federal remarcou a convocação do diretor da CUT Rio, Roberto Ponciano, para o dia 10 de maio, mesmo dia do comparecimento do ex-presidente Lula, intimado para depoimento pelo juiz Sergio Moro em Curitiba.

 

“Por conta dessa situação a PF esvazia qualquer possibilidade de ato no dia da minha apresentação como ocorreu naquele protesto do dia 11 de abril em que dezenas de pessoas  me prestaram solidariedade e  manifestarem apoio contra o cerceamento de liberdade de opinião que vivemos nos dias de hoje. Eu nem posso ir para Curitiba no grande ato em favor do Lula. É uma coisa pensada, e não é a toa que remarcaram o meu depoimento para o mesmo dia do Lula” – diz  Ponciano que é  diretor adjunto da Secretaria de Saúde do Trabalhador da CUT Rio.

Inicialmente, a PF havia chamado o sindicalista para um depoimento no último dia 11 de abril, mas anunciou o adiamento, sem data definida. Porém, Ponciano recebeu um novo Mandado de Intimação nesta quarta (27) assinado pelo delegado Praxiteles Fragoso Praxedes, em que é determinado o seu comparecimento na sede da Superintendência da Polícia Federal a partir de 9 horas da manhã no dia 10 de maio (quarta-feira).

Contexto da intimação

Segundo a notificação, Ponciano está sendo investigado por  possível ocorrência de delito previsto  nos artigos 140 (injúria), 147 (ameaça), 286 (incitação ao crime) e do Código Penal  bem como  no Artigo 2º, inciso 1º da Lei nº 12.850/2013, tendo em vista que pessoas  ainda não identificadas estariam usando perfis em rede sociais par atentar contra a vida do juiz federal Sergio Moro.

Desta forma, como havia ocorrido anteriormente com o petroleiro Emanuel Cancella, coordenador da Secretaria Geral do Sindipetro-RJ, o blogueiro Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania, respectivamente convocados  e processados por crime de opinião, Roberto Ponciano, serventuário da Justiça Federal no Rio , está sendo intimado por crime de opinião pelo fato de escrever textos em seu perfil numa mídia social e em sites de opinião criticando os  procedimentos da Lava Jato e a seletividade do juiz Moro.

 “Faço somente análises do contexto da investigação, ao criticar como ela acabou por se tornar uma orquestração política usada por veículos de comunicação e a direita interessados apenas em demonizar  a imagem do Partido dos Trabalhadores e de suas lideranças.”

A banalização de Moro

Um dos textos mais elaborados e críticos, semelhante aos que escreve com periodicidade, e que gerou bastante repercussão, foi o publicado no dia 21 de março no Blog ‘O Cafezinho’. Em ‘Moro, Eichman e a banalidade do mal ‘ Ponciano contextualiza o comportamento do juiz Moro tendo como referência a analise da filosofa política Hannah Arendt sobre o julgamento do oficial nazista Adof Eichmann realizado em 1961 em Israel por seus crimes de guerra.  

“O assustador desta história é que o juiz Sérgio Moro não é um grande ator político, ao fim e ao cabo Moro é um Zé Ninguém (na acepção inclusive reicheana da miséria psíquica), um juiz de visão política turva, nenhuma envergadura intelectual, com inteligência limitada e visão zero de sociedade. Um mero Eichman, executor das ordens superiores “ – analisa no texto.

 

Fonte: Agência Petroleira de Notícias - APN

 

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