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Petroleiros paralisam diversas unidades da Petrobrás em apoio à Greve Geral

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Sexta, 28 Abril 2017
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Manifestações da Greve Geral contra as reformas de Temer ocorrem em vários pontos do Brasil.

 

O objetivo é evitar medidas que vão agravar, principalmente, a situação da população carente do Brasil.
Integrantes da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e dos seus sindicatos  filiados começaram com fortes mobilizações em várias regiões do país. A luta é contra o retrocesso de mais de cem anos nos direitos sociais, prevista para acontecer com as reformas de Michel Temer.

A greve dos petroleiros começou no final da noite desta quinta-feira, 27, com os ônibus fretados pela Petrobrás e Transpetro chegando vazios às refinarias e aos terminais. Não está havendo troca de turnos nas unidades, com ampla adesão dos trabalhadores próprios e terceirizados. Seis refinarias, sete terminais de distribuição, Usina Termoelétrica Gov. Leonel Brizola/RJ e a Fafen-PR já estão na greve, assim como plataformas da Bacia de Campos e do Espírito Santo, segundo informa a Federação Única dos Petroleiros.

Na Rio de Janeiro, o Sindpetro-RJ realiza diversos atos nas unidades administrativas  e operacionais da Petrobrás, concomitante ao processo de escolha de sua nova diretoria para o triênio 2017/2020.  

Nas refinarias de Duque de Caxias (Reduc), Mauá/SP (Recap), Campinas/SP (Replan), Minas Gerais (Regap), Pernambuco (Abreu e Lima) e Ceará (Lubnor), os ônibus que deveriam levar os trabalhadores para as trocas de turno da noite chegaram vazios às unidades. Também na Fábrica de Fertilizantes de Araucária/PR (Fafen/PR), na Usina Termoelétrica Gov. Leonel Brizola/RJ e nos terminais de Cabiúnas (Macaé), Suape (Pernambuco), Campos Elíseos (Duque de Caxias), Guararema (SP), Guarulhos (SP), Barueri (SP) e São Caetano (SP), nenhum petroleiro entrou para trabalhar.

Na Bacia de Campos, no início desta madrugada, trabalhadores de 29 plataformas interromperam suas atividades e entregaram a produção para os gerentes. Só estão realizando procedimentos essenciais para garantir a segurança nas unidades.

Os cortes na rendição dos turnos prosseguirão pela manhã, com a adesão dos trabalhadores das demais refinarias, plataformas, terminais e outras unidades do Sistema Petrobrás. A ampla participação da categoria na paralisação desta sexta-feira reflete os resultados das assembleias, onde mais de 90% dos petroleiros aprovaram a adesão à greve geral, deixando claro que não permitirão o desmonte que o governo ilegítimo de Michel Temer vem promovendo no pais.

Segundo informa o Sindicato do Petroleiros do Litoral Paulista - Sindipetro-LP, em seu site, no Terminal de Pilões, em Cubatão, houve corte de rendição e adesão de 100% do turno, adm e terceirizados. Nas plataformas de Merluza e Mexilhão e P-66, a greve acontece com a paralisação dos serviços a bordo e emissão de PTs (Permissões de Trabalho) e manobras somente necessárias à segurança e habitabilidade. No Edisa Valongo, 70% dos trabalhadores não compareceram ao local de trabalho.

Na UTGCA, em Caraguatatuba, houve adesão de 100% turno, 50% adm e 100% dos terceirizados parados contando também com o apoio do Sintricon e do Sindicato dos Rodoviários. Além disso, os trabalhadores do sobreaviso entregou o turno para o grupo de contingência. No Tebar, houve 100% de adesão dos trabalhadores do turno, adm e terceirizados. 

 

Com FNP,FUP e Sindipetro-LP

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