Nacional

Convocado por "crime de opinião" dirigente da CUT Rio comparece à PF

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Quarta, 17 Maio 2017
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Sem ter acesso ao conteúdo do inquérito dirigente sindical comparece a PF e não responde a questionamentos sobre "ameaças" ao juiz da Lava Jato.


O diretor da CUT Rio, Roberto Ponciano, compareceu a  uma convocação da Polícia Federal nesta quarta-feira (17) à sede da superintendência no Rio de Janeiro para prestar esclarecimentos sobre supostas ameaças ao juiz federal Sergio Moro.

“Acompanhado dos advogados Reinaldo Santos e André Matheus, me mantive calado, porque não tivemos acesso ao inquérito com as acusações. Em resumo, é o que tenho para informar. O inquérito voltará para Curitiba e aguardaremos as cenas dos próximos capítulos” -  explicou Ponciano ao sair da sede da PF no Centro do Rio.

Remarcações

Inicialmente, a PF havia chamado o diretor da CUT Rio para um depoimento no último dia 11 de abril, mas anunciou o adiamento, sem data definida. Porém, Ponciano recebeu um novo Mandado de Intimação dia 27 de abril assinado pelo delegado Praxiteles Fragoso Praxedes, em que era  determinado o seu comparecimento na sede da Superintendência da Polícia Federal a em  10 de maio, dia do depoimento do ex-presidente Lula em Curitiba-PR ao juiz Moro, mas a convocação foi mais uma vez remarcada e finalmente o dirigente sindical compareceu ao depoimento.

Contexto da intimação

Segundo a notificação, Ponciano está sendo investigado por  possível ocorrência de delito previsto  nos artigos 140 (injúria), 147 (ameaça), 286 (incitação ao crime) e do Código Penal  bem como  no Artigo 2º, inciso 1º da Lei nº 12.850/2013, tendo em vista que pessoas  ainda não identificadas estariam usando perfis em rede sociais par atentar contra a vida do juiz federal Sergio Moro.

Desta forma, como havia ocorrido anteriormente com o petroleiro Emanuel Cancella, coordenador da Secretaria Geral do Sindipetro-RJ, o blogueiro Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania, respectivamente convocados  e processados por crime de opinião, Roberto Ponciano, serventuário da Justiça Federal no Rio , é intimado por crime de opinião pelo fato de escrever textos em seu perfil numa mídia social e em sites de opinião criticando os  procedimentos da Lava Jato e a seletividade do juiz Moro.

 

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