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Greve geral dia 30

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Quarta, 14 Junho 2017
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Petroleiros têm motivos de sobra para aderir

Semana que vem iniciaremos as assembleias para definir a participação dos petroleiros e petroleiras na greve geral do dia 30 de junho, convocada pelas centrais sindicais dos trabalhadores. Nossa categoria possui motivos de sobra para aderir ao movimento que, na expectativa dos organizadores, deverá ser ainda maior do que a greve do dia 28 de abril.



Como a maioria do povo brasileiro, queremos o fim do governo Temer e suas propostas de reformas que na verdade significam a retirada de direitos conquistados na luta, protegendo empresários, banqueiros, latifundiários e especuladores.

Na Petrobras, a política de des­­monte e venda de ativos capitaneada por Pedro Parente tem que ser interrompida. Precisamos ir às ruas e denunciar o Plano de Desinvestimentos programado pela companhia. Segundo comunicado da estatal, a medida é parte do processo de “capitalização e saneamento” e envolve desinvestimentos que totalizam US$ 21 bilhões para o biênio 2017-2018. Prevê, entre outros, a venda da cessão dos direitos de concessão em águas rasas nos estados de Sergipe e Ceará; a alienação de parte da participação acionária da BR Distribuidora; dos direitos de concessão nos campos de Bauna, na Bacia de Santos e Tartaruga Verde, na Bacia de Campos; a venda da participação no Campo de Saint Malo, no Golfo do México.

Em negociação recente a Petrobras vendeu para a empresa francesa Total, os direitos de 22,5%, referentes ao campo de Iara, na Bacia de Santos. As reservas de Iara podem chegar a 4 bilhões de barris de petróleo e gás natural. No início deste mês, a estatal incluiu a fatia que possui na Braskem entre os ativos que pretende vender ou fazer parcerias. No dia 5 de junho, durante evento com investidores em São Paulo, informou que 30 ativos devem ser vendidos até o final do ano, sendo metade deles nos próximos três meses. Entre os ativos que a estatal quer vender também está a refinaria de Pasadena e empresas do setor de biocombustíveis.

Não bastasse a entrega do patrimônio do povo brasileiro, temos a política de redução de efetivo que vem sendo implementada. E as práticas de assédio moral que só crescem. Reflexo do desmonte dos últimos anos e acirrada na gestão Parente, o resultado disso é o aumento da terceirização e precarização das condições de trabalho, levando a acidentes e mortes como a dos três trabalhadores terceirizados, no acidente com o navio sonda da Odebrecht, na sexta-feira, 9 de junho. As refinarias RNEST, Refap, Reman, Replan já tiveram redução anunciada. Na RLAM, Reduc e Repar, o estudo ainda não foi apresentado, mas haverá redução.

Em janeiro último a estatal declarou que espera encerrar 2017 com menos 6.300 funcionários e que deverá realizar novos programas de demissão voluntária. A perspectiva é que o número de funcionários na holding — excluindo subsidiárias — passe de 50.885 no fim de 2016 para 44.544. Nas subsidiárias, o corte deve ser ainda maior. Em novembro de 2016, a Petrobras anunciou que 11.704 empregados aderiram ao Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV) realizado naquele ano.

Em 26 de maio, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e seus sindipetros protocolaram uma petição na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), exigindo a cassação da função pública de Pedro Parente, como presidente da Petrobras, e de Ivan de Souza Monteiro, da função de diretor executivo da área Financeira e de Relacionamento com Investidores da empresa. A Federação denuncia que a ausência de licitação tem sido a principal prática na venda de ativos, durante gestão de Pedro Parente, entre diversas infrações cometidas pela gerência da companhia a fim de desmontar o patrimônio público. Segundo a FNP, Parente e Monteiro teriam cometido omissão de fatos relevantes e comunicação de fato relevante inverídico para o mercado, infringindo a normatização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Fonte: Sindipetro-RJ

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