Nossa proposta

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A Agência Petroleira de Notícias (APN) e a Rádio Petroleira pretendem ser mais uma voz em defesa da nossa soberania. Sua estruturação é o reflexo da consciência política da categoria petroleira, que mantém, com seu desconto assistencial, a Rádio e a Agência Petroleira. Mas esses dois importantes instrumentos de comunicação, que podem ser acessados em qualquer parte do mundo, via internet, estarão voltados para os interesses do povo brasileiro e não apenas para questões corporativas.

A soberania que reivindicamos vai além dos limites territoriais e dos interesses de quem vive nesses limites, embora não os exclua.   É um poder conferido ao povo,  de expressar  sua diversidade de pensamentos e de culturas e de se apropriar dos benefícios resultantes da exploração das riquezas nacionais.   Por isso reivindicamos a revisão da Lei 9.478/97, que permite a exploração e a exportação do nosso petróleo e gás pela iniciativa privada; exigimos a anulação do leilão da Vale do Rio Doce, por comprovadas falcatruas; e denunciamos a entrega de grandes propriedades de terras a empresas transnacionais do agronegócio, o que vem ameaçando a integridade do território brasileiro, agredindo o meio ambiente e dificultando cada vez mais a necessária reforma agrária.

Um povo só é soberano quando tem consagrados os seus direitos civis, políticos e sociais, o que implica no acesso à terra, à moradia, à educação, à saúde, ao trabalho, aos bens culturais e ao lazer, à liberdade de culto e de expressão. O Brasil, no entanto, ainda é o país dos latifúndios, seja na terra seja no ar. É o país da concentração da mídia nas mãos de poucas famílias. A comunicação de massa tem sido utilizada como um braço de afirmação do poder dominante.

A Rádio e a Agência Petroleira de Notícias se colocam na contramão da globalização neoliberal. Acreditamos, como o poeta Raul Seixas, que "sonho que se sonha junto é realidade". E, como no poema Tecendo a Manhã, de João Cabral de Mello Neto, acreditamos que é possível multiplicar as nossas vozes, atuando em conjunto com um amplo leque de entidades e colaboradores do campo de esquerda:
 
       Um galo sozinho não tece uma manhã:
       ele precisará sempre de outros galos.
       De um que apanhe esse grito que ele
       e o lance a outro; de um outro galo
       que apanhe o grito de um galo antes
       e o lance a outro; e de outros galos
       que com muitos outros galos se cruzem
       os fios de sol de seus gritos de galo,
       para que a manhã, desde uma teia tênue,
       se vá tecendo, entre todos os galos.
 
Com o objetivo de transformar em realidade um sonho coletivo, o Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) convidou outras entidades, movimentos sociais e veículos de comunicação alternativa a fazer parte dessa construção. A AEPET, o MST, a CUT, a Conlutas, a Intersindical, o Fazendo Media, o Brasil de Fato e o Núcleo Piratininga de Comunicação são os parceiros iniciais desse projeto, mas estamos abertos a adesão de novos companheiros. Sabemos que é uma luta de David contra Golias. Mas é no espaço da internet que essa luta de resistência e de contra-informação tem maiores possibilidades. Queremos somar, multiplicar e trocar informações que mostrem o outro lado da notícia, aquele que rompe com o pensamento único e que abre novas dimensões para a reflexão.

Por último, alertamos: é permitida (e recomendada) a reprodução do conteúdo desta página, desde que citada a fonte.

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