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Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso define agenda de lutas

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Quarta, 13 Novembro 2013
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Os movimentos sociais debatem sobre os riscos ambientais da exploração do xisto, da técnica de fracking (fratura) de rochas para extrair gás (shale gas) e definiram agenda de lutas. Assista ao vídeo sobre o fracking

 

 

Reunidos nesta terça-feira (12), no auditório do Sindipetro-RJ, Centro do Rio, as organizações dos movimentos sociais, integrantes da Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso, debateram sobre os leilões de petróleo realizados no Brasil, desde a criação da Lei 9.478/97 (que derrubou o monopólio estatal do petróleo), em especial com análises sobre o leilão do megacampo de Libra e da 12ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), marcada para os dias 28 e 29/11.

 

O 12º leilão tem como destaque áreas para exploração do petróleo de xisto, por meio da técnica de fracking (fratura de rochas), muito criticada nos Estados Unidos e em países europeus, por seus graves danos ao meio ambiente, com o conseguente risco à vida humana e animal. Na oportunidade foi projetado um vídeo que visa alertar a população sobre tais riscos causados pela exploração de petróleo por meio da técnica de fracking. O vídeo está disponível na TV Petroleira e pode ser reproduzido pelos movimentos sociais e pela sociedade, como forma de alerta sobre esta gravidade constante do 12º leilão da ANP.

 

As lideranças reunidas na plenária manifestaram preocupação com o ritmo crescente dos leilões de petróleo no Brasil, que comprometem em muito a soberania do país em gerar energia para o seu desenvolvimento e na geração de recursos que garantirão o fim das desigualdades sociais. Pelo balanço preliminar, o país já leiloou cerca de 30% das áreas petrolíferas do pré-sal, uma situação perturbadora em se tratando dessa estratégica província. Segundo especialistas, inclusive alguns reunidos na plenária desta terça-feira (12), o pré-sal ainda não foi totalmente dimensionado. Ou seja, pode ter muito mais petróleo do que até agora informado.

 

É como destacou o professor Ildo Sauer no ato-show promovido pela Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso, em 3/10: “Ninguém vende uma fazenda cheia de bois sem contar o número de bois”. Na oportunidade, ele quis mostrar que o governo não pode leiloar o Campo de Libra sem dimensioná-lo antecipadamente, pois este pode ter de 8 a 15 bilhões de barris de petróleo.

 

No geral, os leilões de petróleo no Brasil tem a seguinte realidade: 10% foram realizados pelo governo Fernando Henrique Cardoso, 75% no período Lula da Silva e 15% no governo Dilma Rousseff. Essas projeções foram feitas na plenária desta terça-feira. Ou seja, os governos petistas estão desbancando FHC em termos de entrega do nosso petróleo.

 

A plenária contou com a participação de ativistas nordestinos, revelando que a Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso está ganhando outros estados brasileiros, fora do eixo Rio-São Paulo. O diretor do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, avaliou positivamente esta realidade, como resultante do sucesso da resistência ao leilão de Libra, na Barra da Tijuca, quando os movimentos sociais protestaram, sem recuar ante o aparato de guerra montado pelo governo Dilma naquele certame da ANP. Cancella manifestou que a campanha em defesa do nosso petróleo deve seguir o exemplo da épica campanha “O Petróleo É Nosso”, nos anos 1940/1950: se espalhar por todos os estados brasileiros.

 

 

Agenda de lutas

 

  • Participar da Audiência Pública do 12º Leilão da ANP, marcada para 21/11, às 14h;
  • Manifestação contra o 12º Leilão (que incluiu blocos exploratórios de xisto), nos dias 28 e 29/11, no Rio de Janeiro;
  • Audiência sobre leilão em terras indígenas, no dia 28/11, em Brasília;
  • Plenária dos sindicatos de petroleiros do nordeste, dias 18 e 19/11, na Bahia. A categoria fará paralisação contra o leilão do xisto, bem como contra a utilização do fracking no Brasil;
  • O Ibase, o Greenpeace, o ISA, a Fase e o CTIN, promovem o Seminário Impactos Socioambientais da exploração de xisto, que acontece nesta quarta-feira (13/11), no Hotel Comfort Pinheiros, em São Paulo;
  • Os petroleiros realizarão uma paralisação, no dia 28, contra o leilão de xisto e pela anulação do leilão de Libra, realizado em 21/10;
  • A Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso fará uma nova versão do filme de xisto (postado na TV Petroleira) dirigido aos petroleiros – convocando para a greve, e com informes sobre a greve dos petroleiros em outubro. O filme destacará, também, a importância da unidade da categoria e sobre a necessidade de se cancelar os leilões de xisto e de Libra;
  • Fazer uma exibição do documentário da “Gás Land”, no Sindipetro-RJ. O filme denuncia os prejuízos ao meio ambiente por meio das perfurações em reservas de gás natural nos EUA;
  • A plenária aprovou a realização de uma campanha nacional contra a criminalização dos movimentos sociais e pela libertação do ativista Jair Baiano, que se encontra preso no presídio Bangu 8, no Rio;
  • Continuar a luta contra a assinatura do leilão do pré-sal;
  • Produção de uma cartilha, em linguagem popular, para os trabalhadores brasileiros;
  • Dia 26/11, levar a Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso na paralisação dos empregados terceirizados da Refinaria Duque de Caxias (Reduc);
  • Prosseguir com os escracho nas casas dos diretores da Pré-Sal S.A. (PPSA) e dos diretores da ANP. Promover enterros e atividades na Cinelândia;
  • Apoio à greve dos jornalistas e radialistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso decidiu produzir um manifesto em apoio à greve da EBC e buscar apoio de outras entidades e movimentos;
  • Formar Grupos de Trabalho (GTs) da campanha. No dia 14/11, se reunirá o GT de Comunicação e Materiais.
  • Assista e ajude a divulgar o vídeo sobre fracking e os danos ambientais causados pela exploração do xisto.

 


Fonte: Agência Petroleira de Notícias.


Fotos: Samuel Tosta.

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