Opinião

"Deixo a direção do Sindipetro-RJ de cabeça erguida"

Imprimir
Quarta, 03 Maio 2017
Acessos: 2154
Compartilhar

O coordenador da Secretaria Geral do Sindipetro-RJ faz uma análise sobre as recentes eleições do sindicato dos petroleiros cariocas e faz um balanço da gestão atual.

Por Emanuel Cancella* 


Na eleição do Sindipetro-RJ a chapa-2  “Mudar o Sindipetro-RJ” venceu a chapa 1- “Unidade para lutar”. Em primeiro lugar, quero desejar boa sorte aos vencedores e dizer que o nosso grupo vai acompanhar e contribuir naquilo que for melhor para o sindicato. Mas algumas coisas precisam ser explicadas nessa eleição:

Diferente do que pregou, dizendo-se de oposição, quando  na verdade, a vencedora chapa – 2 tinha a maioria dos diretores e, caso quisesse,  poderia ter feito na atual gestão, a mudança que pregou na campanha.

Diferentemente da chapa vencedora, que se apresentou na eleição como oposição, temos muito orgulho de nossas gestões do Sindipetro-RJ, e principalmente da última.

Nessa última gestão, fomos a única direção, dos 17 sindicatos de petroleiros, a ser interpelada judicialmente pela direção capitaneada pelo tucano Pedro Parente. O diretor Emanuel Cancella, da Chapa 1, denunciou formalmente ao MPF, em novembro de 2016, a omissão da Lava Jato em relação à gestão de Parente.

O MPF, além de continuar permitido a liquidação de ativos da Petrobrás, ainda acabou intimando o Cancella, a pedido do juiz Sérgio Moro, que alegou que sua honra fora ferido ao ser acusado de não tomar qualquer providência quanto à entrega de bens públicos, sem licitação.

 Ponto alto da última gestão foi a organização do ato contra o leilão de Libra, enfrentando balas de borrachas e bombas de efeito moral e de gás. Através do advogado André de Paula e do companheiro da chapa 1, Francisco Soriano, ainda entramos na justiça para barrar o leilão de Libra.     

Foi nesta gestão que, através do nosso jurídico, conseguimos reintegrar dois companheiros petroleiros demitidos injustamente. E mais dois companheiros do E&P foram reintegrados, não pela justiça, mas politicamente, através principalmente dos enterros simbólicos.

Com relação aos aposentados, queremos destacar o ganho de níveis de 2004/5/6 com base no apoio da direção do Sindicato e do trabalho profissional e competente de nossos advogados que, em Brasília, visitaram gabinete por gabinete dos ministros do TST,  entregando o que eles chamam de memorial. Isso resultou no ganho de níveis para os nossos associados que, além de incorporar-se aos salários, deram, em passivo, em média, a nossa base de aposentados, cerca R$ 1. 000.000,00 (hum milhão de reais), por mês de ganho, anunciado na reunião mensal dos aposentados.

Na política organizamos em nosso sindicato movimento que tirou o presidente Obama da Cinelândia e colocou dentro do Teatro Municipal. Para o movimento sindical e social era um acinte um discurso de um presidente americano na Cinelândia, berço de nossa democracia.

No mais eu Emanuel, deixo a direção do Sindipetro-RJ de cabeça erguida, tratei nossa entidade como um sacerdócio e por conta disso fui demitido pela empresa e reintegrado, por greve em 1988, quando da oposição ao sindicato; por conta de tentar barrar os leilões da ANP tive um braço quebrado e fui preso pela policia por cerca de 8 horas. Fui libertado através de pagamento de fiança.

Mesmo tendo sido filiado ao PT, nunca tive cargo na empresa.  O PT governou o país e dirigiu a empresa por quatro mandatos.

Fizemos enterros simbólicos de todos os presidentes da Petrobrás, nos governos do PT. Inclusive fizemos no governo de Lula o “Peladaço” denunciando a discriminação da companhia em relação aos aposentados,  em frente ao Edise e ao Palácio do Planalto, em Brasília. O peladaço em Brasília aconteceu no mesmo dia da entrega do memorial dos níveis ao TST.    

Nunca fomos atrelados a partido e nem à direção da empresa. Mas quero afirmar, sem medo de errar, que quem mais queria a nossa saída do Sindipetro-RJ era Pedro Parente e sua diretoria.  Inclusive acho estranho que, durante o período eleitoral, o auditório do edifício Senado, base da diretoria da empresa, tenha sido emprestado duas vezes à chapa 2. Isso nunca aconteceu na historia do Sindipetro-RJ.

Não conheço nenhum texto assinado pelos membros da chapa 2, por exemplo, atacando Pedro Parente e cobrando a omissão da Lava Jato em relação a Pedro Parente. Eu humildemente escrevi um livro “A outra face de Sérgio Moro”,  uma coletânea de artigos denunciando o complô contra a Petrobrás e fui intimado pelo MPF também por isso.   
Com referencia à luta contra a venda de ativos da Petrobrás, o que se sabe é que o principal apoiador da chapa 2, quando representante dos petroleiros no C.A da Petrobrás, votou pela venda sem licitação do campo BS04, a pedido de Maria das Graças Foster, para favorecer Eike Batista.   

No mais, é agradecer à categoria a participação na eleição e desejar boa sorte aos vencedores!  

 

*Emanuel Cancella é coordenador da Secretaria Geral do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros - FNP

 

Compartilhar

Copyright © 2019 Agência Petroleira de Notícias. Todos os direitos reservados.
Joomla! é um software livre com licença GNU/GPL v2.0

Av. Presidente Vargas, 502, 7º andar, Centro, Rio de Janeiro - RJ, CEP 20010-000 • (21) 2508-8878 Onlink.