Opinião

Centenario de Maria Augusta Tibiriça na ABI

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Quarta, 10 Maio 2017
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O aniversário da médica e imprescindível militante em defesa das riquezas do Brasil, Maria Augusta Tibiriça, que completou 100 anos, no dia 8 de Maio de 2017. Este ato foi uma homenagem emocionante a vida de lutas por um país melhor e aconteceu, na ABI, Centro do Rio. 

Por Júlio Lobo

 

Apesar de não estar mais presente fisicamente a sua luz imortal iluminou a todos os que compareceram ao seu centenário no Modecon. Estiveram presentes a homenagem: Olga Amélia, Lincoln de Abreu Pena, General Bolivar, os filhos da homenageada Aloisio Tibiriça Miranda e Carlos Henrique Tibiriça Miranda. Depois da homenagem foi oferecido um coquetel aos presentes com direito a bolo e confraternização daqueles que comungam com os ideais de Maria Augusta Tibiriça

A sua grande amiga e atual membro do Modecon, Olga Amélia, fez um depoimento com muita emoção dos vários momentos em que compartilhou junto a Maria Augusta. Olga afirmou que aprendeu muito com a aniversariante do dia e considera que além de tudo pode considerar Maria Augusta uma segunda mãe na vida dela que a ajudou em muitos momentos difíceis a tratando de complexos da sua personalidade. Olga lembrou também o amor que Maria Augusta tinha pelo Brasil e que mesmo nas piores fases da nossa história como na Ditadura Militar ela não perdeu a esperança de que esta nação tem um futuro brilhante pela frente. Amélia afirmou ainda que esta data dos 100 anos de Maria Augusta Tibiriça é muito simbólica para todo o seu exemplo de vida, e como o tempo não para, devemos seguir em frente e ensinar as novas gerações a ter amor pelo nosso país, assim como Maria Augusta tanto amou.

O Professor Lincoln de Abreu Pena deu seu depoimento sobre a sua convivência com a médica Maria Augusta Tibiriça que foi uma pessoa extraordinária em todos os sentidos como militante, assim como sua mãe Alice Tibiriça, contra o preconceito em relação as pessoas que sofriam de tuberculose e hanseníase no Brasil. O maior destaque do seu legado foi a luta do “Petróleo é nosso” nas décadas de 40 e 50 do século passado em que inclusive foi título de um livro sobre esta vitoriosa campanha pela criação da Petrobrás em 1953 por Getúlio Vargas. A luta feminista também foi um dos marcos de Maria Augusta Tibiriça que seguindo os passos da sua querida mãe levou Getúlio a instituir o Dia das Mães no Brasil em homenagem as mulheres que são fundamentais na sociedade brasileira. “Em uma época em que o projeto neoliberal reacionário avança não somente no Brasil, mas em todo o mundo a luta de Maria Augusta Tibiriça em defesa do monopólio estatal do petróleo pela Petrobrás está presente nesta mulher em apoio as riquezas nacionais e contra a tentativa de desmonte da Petrobrás que é a maior empresa do Brasil e a que mais gera empregos em nosso país.” Afirmou o professor.

O General Bolivar fez uma retrospectiva histórica da unidade de vários setores da sociedade brasileira na luta “O Petróleo é Nosso” que levou a criação da Petrobrás por Getúlio Vargas. Ele lembrou vários companheiros de farda neste movimento como o General Kardec Lemos, o Brigadeiro Rui Moreira Lima, o General Horta Barbosa entre outros que se uniram aos civis no maior movimento de massas da história do Brasil. O militar lembra com orgulho que este foi a melhor momento da conjuntura da sociedade brasileira para um determinado objetivo que foi vitorioso que culminou com a criação da Petrobrás. “A memória de Maria Augusta Tibiriça não pode ficar somente no passado, uma vez que diante das ameaças a soberania nacional temos que resgatar a sua luta em um momento em que o governo entreguista e golpista de Temer está entregando tudo o que restou das riquezas nacionais, inclusive a Petrobrás. Temos que dar um basta e tirar este governo ilegítimo e entreguista do Temer e criar uma resistência a perda de soberania do nosso país.”; defendeu o General.

O Cardiologista, Aloisio Tibiriça Miranda, Filho de Maria Augusta Tibiriça e Henrique Miranda falou aos presentes sobre a vida em família que foi muito conturbada pelas perseguições da Ditadura Militar onde a casa onde eles moravam foi invadida 11 vezes pela repressão. Ele fez um agradecimento especial pela honra do Conselho Regional de Medicina do RJ de ter escolhido a sua mãe como médica do ano pelo trabalho dedicado aos mais necessitados e marginalizados pelo estigma da hanseníase e da tuberculose. “Estas enfermidades estão de volta no Brasil devido as políticas de Estado Mínimo de vários governos que tiram recursos das áreas sociais para desviar a sua aplicação no setor financeiro.”; alertou Aloisio Miranda.

Carlos Henrique Tibiriça, mais conhecido como Caique, também deu seu depoimento a respeito da sua mãe que na sua opinião teve três vertentes: a família que as vezes aumentava bastante, não somente com a presença dos filhos e outros parentes, mas de amigos dos filhos e perseguidos políticos. Outra parte foi o legado na minha avó que defendia uma melhor saúde para a população brasileira e inclusive a minha mãe escreveu um livro que está esgotado que tinha como assunto a nacionalização da indústria farmacêutica brasileira. E a parte mais visível da trajetória da minha mãe foi a entrega de corpo e alma na defesa da Petrobrás desde a campanha “O Petróleo é Nosso” em que ela relata a sua experiência e fatos históricos em um livro.

Fonte: Julio Lobo é jornalista

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