Questões Urbanas

Desabrigados protestam após dois anos de tragédia em Niterói

Imprimir
Terça, 10 Abril 2012
Acessos: 1215
Image
Desabrigados pelas chuvas protestaram nesta segunda-feira (9) em frente à Prefeitura de Niterói, estado do Rio de Janeiro. Após dois anos da tragédia no Morro do Bumba, cobraram uma solução do poder público com relação à moradia.

A maioria continua morando em alojamentos precários no 3º Batalhão de Infantaria (3º BI), em São Gonçalo, cidade vizinha. Os que não estão no abrigo vivem em casas de parentes e amigos ou retornaram para as áreas de risco.

Movimentos sociais da cidade de Niterói estimam que cerca de 10 mil famílias tenham ficado desabrigadas com a tragédia de 2010. Entretanto, denunciam que o governo do estado do Rio de Janeiro vem pagando aluguel social a apenas três mil e 200 famílias.
 
Image

Francisco Ferreira de Souza, presidente da Associação das Vítimas do Morro do Bumba, também reclama da prefeitura de Niterói. Segundo ele, a administração local ainda não entregou nenhuma moradia às vítimas da tragédia. Souza conta que o descaso é ainda maior com aqueles que estão alojados no 3º BI, já que as condições do local são extremamente precárias.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Niterói, vereador Renatinho (Psol), confirma que nada de efetivo foi feito para viabilizar um programa de habitação popular. Ele conta solicitou uma audiência pública na Câmara para debater saídas para o problema. Porém, de acordo com o vereador, a Mesa Diretora da Casa vem dificultando a marcação deste tipo de reunião aberta à sociedade.

Image

 

Organizações exigem reparação para vítimas das chuvas


O Instituto de Defensores de Direitos Humanos – DDH, as Comissões de Direitos Humanos da ALERJ e da Câmara Municipal de Niterói, o Fórum Contra a Privatização das Políticas Públicas de Niterói, entre outros movimentos, ingressaram com ofício na manhã desta terça (10) solicitando que a Defensoria Pública de Niterói dê entrada em ações contra o Estado de reparação civil às vítimas das chuvas de abril de 2010. No documento, as organizações garantem que "existe farto material comprovando a negligência do Estado tanto no atendimento das vítimas quanto ao conhecimento sobre o risco pré-existente de desastres nos assentamentos."



Fonte: Pulsar Brasil, com complemento da Agência Petroleira de Notícias

Fotos: Samuel Tosta/ Agência Petroleira de Notícias

 

Image

Image

Image