Questões Urbanas

Com presença de campeã olímpica, evento deve reunir 500 atletas contra demolição do Célio de Barros

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Quarta, 30 Janeiro 2013
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Ato desta quinta contará com a participação de Maurren Maggi e promessas do atletismo que foram a Londres 2012. Atletas e treinadores vão lançar documento endereçado à Presidenta Dilma, ao Ministério dos Esportes e ao COB.

A apenas três anos das Olimpíadas, a cidade do Rio pode perder o seu principal centro de treinamento de atletismo, o Estádio Célio de Barros. Segundo os planos do governo estadual, o espaço localizado no Complexo do Maracanã dará lugar a lojas e estacionamentos. Para evitar que isso ocorra, atletas e treinadores, em parceria com o Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, a Federação de Atletismo do Rio (FARJ), a Associação dos Veteranos de Atletismo do Rio de Janeiro (AVAT-RJ) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), realizam um ato nesta quinta-feira, dia 31, às 18h30, no Centro do Rio, no qual será lançado um documento oficial que será enviado à Presidenta Dilma, ao Ministério dos Esportes e ao Comitê Olímpico Brasileiro. Cópias do documento serão entregues ao COI e à Federação Internacional de Atletismo, entre outros órgãos do Brasil e do Mundo.

A ideia é expor o caso para as entidades internacionais e chamar a responsabilidade do governo federal na situação gerada pelo governo do estado. Está confirmada a presença de figuras históricas do atletismo nacional, como a medalhista de ouro olímpica Maurren Maggi, bem como a presença de grande parte dos mais de 150 atletas de alto rendimento que treinavam no estádio, como Geovani dos Santos, fundista que corre 5 mil e 10 mil metros, medalha de bronze no Pan de Guadalajara, em 2011 e melhor brasileiro da São Silvestre de 2012, e Aldemir da Silva Junior, Rosangela dos Santos e Evelin Carolina de Oliveira dos Santos, os três velocistas de 100m e 200m que correram em Londres.


De acordo com a FARJ o Estádio de Atletismo Célio de Barros era utilizado por 15 equipes de atletismo. Além disso, cerca de 320 crianças, jovens e adultos são atendidos por projetos sociais sediados no estádio, dando um total de quase 500 atletas que treinavam no espaço diariamente, até que ele foi fechado pelo governo estadual, no dia 10 de janeiro, sem comunicação prévia ou negociação com os usuários. Desde então, grande parte dos atletas continua sem local adequado para treinar.

Atletas e treinadores afirmam que, para além do fechamento arbitrário e da intenção de demolição, a possível derrubada do Célio de Barros apagará uma parte importante da história do atletismo nacional. Fundado em 1954, ele foi a primeira pista oficial de 400m do Brasil e a primeira de material sintético da América Latina, sendo espaço de treinamento para lendas do esporte, como Ademar Ferreira da Silva, João do Pulo, Joaquim Cruz, Robson Caetano, Zequinha Barbosa e Nelson Prudêncio, entre outros.

Fonte: Comitê Popular da Copa e Olimpíada - RJ

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