Questões Urbanas

Trens do Rio ficam parados por mais de 11 horas

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Quinta, 23 Janeiro 2014
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Passageiros viveram caos no transporte ferroviário

 

 

Ivan Vales, de 57 anos, saiu nesta quarta-feira (22) da favela de Manguinhos junto a sua filha Luana, de 27 anos, com o objetivo de visitar os pais em Japeri, na Baixada Fluminense. A viagem, que já não seria fácil por ela ser cadeirante, se tornou ainda mais complicada. Chegaram à Central do Brasil antes do maio dia, ainda sem saberem que o sistema ferroviário fluminense vivia um caos. Os serviços ficaram suspensos por 11 horas. O problema ocorreu após um descarrilamento na estação São Cristóvão, na zona norte.

 

Não houve feridos no acidente. O trem seguia para Saracuruna quando saiu dos trilha às 5h15. “Pediram para a agente sair do vagão e tivemos que caminha pela linha. Cheguei tarde no Centro e perdi a faxina”, contou a diarista Solange Gonçalves, de 54 anos. Com a demora, retirou as sandálias e sentou no chão com a mochila no colo cheia de farelos. “Saí com o dinheiro da passagem contado. Esse foi meu almoço: pão com manteiga que eu trouxe de casa”, lamentou.

 

Passageiros também reclamaram de falta de informação. “Nem falaram o motivo. Vou esperar mais porque andar de ônibus com ela de cadeira de rodas é ainda mais difícil e demorado”, explicou Ivan. “Ele tem que me carregar”, completou Luana. Nos trens, o desnível entre estações e problemas com escadas rolantes também são reclamações entre idosos. “Deveria controlar melhor os trens. Não dá para ficar sem transporte assim. É a vergonha nacional na área da Fernanda Montenegro”, ironiza em referência ao filme Central do Brasil.

 

Segundo a SuperVia, concessionária do setor, a circulação nos ramais Saracuruna e Belford Roxo voltou ao normal por volta das 16h. Antes, chegavam apenas até Triagem. A circulação nos ramais Santa Cruz, Japeri e Deodoro demorou mais para ser normalizada. Antes, estavam partindo de Engenho de Dentro, a 15 quilômetros do Centro. A circulação dos trens de todos os ramais voltou ao normal por volta das 18h45.

 

Por causa da paralisação, houve esquema especial no metrô e a frota de ônibus foi reforçada. Sem os trens, responsáveis pelo transporte de 640 mil pessoas por dia, problemas de superlotação causaram mais revolta entre os passageiros. O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, chegou a ser hostilizado durante vistoria no local do descarrilamento. Seguranças foram acionados.

 

Fonte: Gilka Resende (jornalista)/Brasil de Fato RJ - edição 23 a 29/1/13.

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