Reforma Agrária

Sem-Terrinha do RJ realizam 14º encontro em Campos

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Quinta, 13 Outubro 2011
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“Por Escola, Terra e Alimentos sem Veneno”. Esse foi o lema do 14º Encontro Estadual do Rio de Janeiro dos Sem Terrinha, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, que ocorreu entre os dias 08 e 10 de outubro. As atividades foram realizadas na Escola Técnica Estadual Agrícola Antônio Sarlo, com o apoio da Fiocruz e do Instituto Federal Fluminense de Campos. Devido às dificuldades com o transporte, dois ônibus foram cancelados, diminuindo o número de crianças participantes para aproximadamente 50. Elas vieram de 4 assentamentos e acampamentos diferentes. Ao final do evento, os sem-terrinha entregaram na Câmara de Vereadores de Campos uma carta pedindo a paralisação do fechamento de escolas no campo, além de outras reivindicações do movimento.

De acordo com Bia Carvalho, da Coordenação Geral do Encontro, a escolha do local se deu em função de a região norte fluminense ter o maior índice de escolas fechadas no Estado e ser a maior base social do MST: Campos tem o maior número de assentamentos e acampamentos no Rio. Segundo ela, a ideia é realizar encontros pedagógicos, com base em 3 eixos: formação, confraternização e reivindicação, ou seja, organicidade do movimento, jogos e brincadeiras e luta. Bia explica a importância do processo de formação fora da sala de aula para a criançada, porque nesse momento há a confraternização de crianças de várias regiões discutindo descontraidamente agrotóxicos, educação no campo, e outros temas importantes.

“É a única atividade do ano que reúne só crianças, assentadas e acampadas, para discutir esse espaço da criança na luta política do movimento. É uma forma de a gente dialogar com eles através de atividades lúdicas e formativas. O encontro é todo pensado para a idade deles e para valorizar as suas identidades sem terra. Então a ideia é manter essa mística acessa das crianças continuarem a fazer esse processo de reivindicação, porque hoje a maior parte delas sai do campo por falta de condições estruturais. Às vezes não tem estrada, não tem escola, não tem infraestrutura e nem espaços culturais para que a juventude e a criançada possa se encontrar para ter esse vínculo de permanecer no campo”, observou.
 
 
Fonte: Blog Fazendo Media
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