Reforma Agrária

Trabalhadores rurais repudiam ação das forças policiais num ato em Alagoas

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Sexta, 17 Agosto 2012
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Nota de repúdio dos movimentos sociais do campo de Alagoas sobre a ação das forças policiais diante de uma manifestação realizada no estado

 
Os movimentos sociais do campo em defesa da Reforma Agrária do estado de Alagoas vêm a público lamentar e repudiar a ação violenta do Estado brasileiro através da ação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que atirou contra os trabalhadores e trabalhadoras na manhã desta sexta-feira (17) de agosto, no trevo de acesso ao pólo industrial de Marechal Deodoro.

A ida dos trabalhadores tinha como objetivo denunciar a paralisação da Reforma Agrária, o baixo orçamento investido nas políticas agrárias e o sucateamento dos órgãos responsáveis por sua realização, que prejudicam 10 mil famílias acampadas e as 15 mil assentadas no estado.

ALGUNS ESCLARECIMENTOS

No dia 16 de agosto, atendendo solicitação da presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Amélia Fernandes, as coordenações dos movimentos do campo se reuniram com os assessores da presidência da República, entre eles José Claudenor Vermohlen (Zeca), para discutir à respeito da participação durante a  visita da presidenta Dilma para a inauguração da fábrica da Brasken, em Marechal Deodoro;

- Fomos informados que os manifestantes ficariam à 300m de distância da presidenta e de seus convidados;

- Chegando ao trevo que dá acesso ao pólo, cerca de 10 km de distância do local do evento, fomos abordados pela Polícia Militar de Alagoas, que impediu o acesso ao local definido pela assessoria da presidência;

- Entrando em contato com o assessor da presidência, José Claudenor Vermohlen, informamos que fomos impedidos de chegar ao local pelo aparato policial e o mesmo nos informou que a ordem do bloqueio partiu do Governo do Estado de Alagoas. Em contato telefônico com secretário do gabinete civil, Álvaro Machado, alegou-se que a ordem de não permitir o acesso veio da Presidência da República;

- A interdição da rodovia era simplesmente para garantir o acesso ao local e a entrega da pauta de reivindicação dos movimentos do campo;

- Ainda em processo de negociação, chega o Bope disparando balas de borrachas e bombas de efeito moral, numa verdadeira ação de guerra contra cerca de 250 trabalhadores, incluindo crianças, idosos e uma gestante.

Não havendo respostas para a paralisação da Reforma Agrária, o governo Dilma continua dando sequência a sua política de negligência e descaso com as reivindicações dos movimentos sociais, abrindo mão do diálogo e adotando práticas e medidas violentas para com os trabalhadores e trabalhadoras do campo.

Assinam a nota:  CPT, MLST, MST, MTL (17 de agosto de 2012)

Fonte: MST