Reforma Agrária

MST prevê ano de grandes mobilizações pela Reforma Agrária

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Segunda, 29 Dezembro 2014
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Movimento completou 30 anos de lutas, quando realizou seu VI Congresso e lançou programa agrário popular. No final do ano, presidenta reeleita recebeu comitiva e ouviu propostas para o próximo governo


Em 2014, o MST, que é considerado o maior movimento de massas do país, celebrou 30 anos de existência. Ano em que o movimento realizou em Brasília (DF) seu VI Congresso Nacional, que teve como tema “Lutar, Construir Reforma Agrária Popular”. Além das delegações de 17 estados e Distrito Federal, estiveram presentes convidados de 25 países.

Com mais 16 mil delegados, o evento marcou o lançamento do programa agrário do MST. A denominada “Reforma Agrária Popular” busca responder às demandas da conjuntura atual. Segundo Débora Nunes, da Direção Nacional do MST, o programa é resultado de intensos debates iniciados em 2010 em todas as instâncias e setores do movimento.

“A reforma agrária popular é um projeto para o campo brasileiro, um projeto para a agricultura que extrapola os limites do mundo rural do campo brasileiro. A reforma agrária pode contribuir efetivamente para resolver problemas estruturais de toda a sociedade.”

No dia 15 de dezembro, representantes do MST participaram de uma audiência com a presidenta reeleita Dilma Rousseff para apresentar as principais pautas do movimento para o novo governo.

Foram sugeridos quatro eixos de propostas, que perpassam o acesso e democratização da terra; o estímulo à produção de alimentos saudáveis; atenção à Educação no Campo; além da criação de novas políticas públicas de infraestrutura de assentamentos, como o PAC da Reforma Agrária.

Dentre as cobranças, está o assentamento de todas as famílias acampadas no país, com a valorização dos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Hoje mais de 350 mil famílias estão assentadas, e muito disso se deve à luta do movimento sem-terra, iniciada nos anos 1980. Segundo o MST, atualmente existem pelo menos 90 mil famílias vivendo em acampamentos. Para evitar retrocessos, Débora Explica que 2015 será um ano de grandes mobilizações.

“É um ano de muita luta, um ano de muitos enfrentamentos e que depende dessa compreensão da classe trabalhadora em torno da unidade de um projeto popular para o Brasil, em torno daquilo que a gente entende que pode avançar para as transformações sociais que a gente precisa.”

O programa da Reforma Agrária Popular defende a distribuição de terra para acabar com o latifúndio, a produção de alimentos sem venenos, além de um programa de agroecologia com agroindústria para que agregue renda e gere trabalho no campo. A agricultura familiar é responsável por 70% da comida que chega à mesa dos lares brasileiros.

Fonte: Radioagência Brasil de Fato

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