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Pedro Parente é réu por prejuízos causados à Petrobrás

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Segunda, 24 Outubro 2016
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Ação popular foi movida em 2001 e ainda aguarda julgamento. Prejuízo seria de R$ 2,3 bi em valores atuais


O Presidente da Petrobrás, Pedro Parente, é réu de uma ação popular civil desde 2001 (governo FHC), movida por petroleiros, por maus negócios e prejuízos causados à empresa. A ação inclui outros diretores e conselheiros da companhia, entre os quais a atual presidenta do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques.
Apesar disso, o interino MiShell Temer aceitou Pedro Parente para a presidência da Petrobrás, na cota das indicações dos aliados do PSDB e o manteve no cargo. O julgamento da Ação Popular Nº 2001.71.12.002583-5 ainda não aconteceu, portanto, Parente foi indicado para a presidência da empresa mesmo sendo réu de um processo movido por malversação de recursos da própria companhia: isso é ético?
Conforme publicado em Rede Brasil Atual e no boletim eletrônico da Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet) , a ação, corre na 2ª Vara Federal de Canoas (RS), do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
Os autores do processo foram motivados pelo que consideraram um mau negócio, realizado na época de FHC, quando a empresa trocou ativos desvalorizados da multinacional Repsol-YPF na Argentina por ativos brasileiros valorizados.
A operação causou um prejuízo – oficialmente registrado no balanço de 2001 – de R$ 790 milhões da subsidiária criada para realizar o negócio. Corrigido para valores atuais, esse prejuízo atinge a casa dos R$ 2,3 bilhões.

O valor da causa na ação popular é de R$ 5 bilhões. À época do negócio, Pedro Parente era ministro da Casa Civil de Fernando Henrique Cardoso e compunha o Conselho de Administração da Petrobras.
Outro negócio ruinoso foi a compra da Perez Companc, também na Argentina, em 2002. Essa transação foi alvo de pelo menos duas delações premiadas na Operação Lava Jato.
Ainda em março de 2014, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse: “Essa compra foi tão desastrada quanto a compra (da refinaria) de Pasadena (Estados Unidos)”. Na verdade, foi muito pior.
O mais grave foi a delação de Nestor Cerveró. Segundo ele, o negócio rendeu US$ 100 milhões (cerca de R$ 360 milhões) em propinas para integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
A pergunta que não quer calar: Cadê a Lava Jato?

Fonte:Agencia Petroleira de Noticias  (com informações da AEPET e Rede Brasil Atual, de junho de 2016)

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