Reservas Estratégicas

Desinvestimentos da Petrobrás podem causar desemprego

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Quinta, 23 Março 2017
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No desinvestimento de Parente existe a intensão clara de beneficiar empresas estrangeiras escolhidas a dedo pelo atual gestor, informou o jurídico da FNP, em Brasília.

 

Mais de 80 mil pessoas podem ficar desempregadas por causa do Plano de Desinvestimento executado por Pedro Parente. Uma grave ameaça a população que ainda pode piorar se levarmos em consideração o número de terceirizados que também serão atingidos com o processo.

A dramaticidade da situação atual mostra que Parente está numa corrida para desmantelar a Petrobrás e entregá-la ao capital estrangeiro, doa a quem doer. Com isso, a população brasileira ficará mais pobre e possivelmente sem recurso até para comer.

Um projeto encabeçado por Fernando Collor de Mello, em 1990, que nos legou um brutal processo de privatização, um amplo leque de desregulamentações, um intenso processo de reestruturação, um vasto movimento de financeirização e um enorme e desmesurado ritmo de precarização social.

Em reunião nesta terça-feira (22), em Brasília, com senadores, deputados advogados e outras entidades, o Jurídico da FNP denunciou que no Plano de Desinvestimento de Parente existe a intensão clara de beneficiar empresas estrangeiras escolhidas a dedo pelo atual gestor. “Quando a FNP começou a combater o plano, não se tinha ainda conhecimento da extensão da lesividade e Inconstitucionalidade do projeto”, afirmou o jurídico.

Atualmente, de acordo com o jurídico, ficou absolutamente claro que a intenção de beneficiar o capital internacional supera a própria vontade de fazer caixa. A ausência de licitação nas vendas de ativos e a falácia de que o Plano é a saída para tirar a empresa da crise – ao venderem áreas ditas “não estratégicas”, para levantar recursos a serem utilizados na sua atividade principal, que é a extração de petróleo, em especial da área do pré-sal – cai por terra ao venderem Carcará, um campo altamente lucrativo, por um preço inferior ao que realmente vale.

Segundo especialistas e geólogos, em carta divulgada pela Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo), em agosto de 2016, a venda de Carcará é um crime de lesa-pátria. Eles afirmam que na Bacia de Santos preveem-se volumes potenciais de 6 bilhões de barris, apenas em Carcará. Porém, no bloco BM-S-8, como um todo, as estruturas geológicas podem acumular até 10 bilhões de barris, considerando-se a soma de todos os volumes guardados em seu interior, como apontam os modelos geológicos-geofísicos da região.

Diante das revelações, ministros e deputados ficaram alarmados e prestaram apoio a luta da FNP. “O que me incomoda é que o povo não está se dando conta do que está ocorrendo”, disse Gilberto Carvalho. “É devastador o que está acontecendo e um desafio glorioso para a população”, completou a senadora Fátima Bezerra (PT).

O senador Roberto Requião (PMDB) também esteve presente na reunião para prestigiar a iniciativa e disse que acredita que esta guerrilha se dará nas ruas. “Mas, as medidas [para barrar o desmantelamento da Petrobrás] serão extremamente importantes”, afirmou.

A partir de agora, espera-se que esse grupo, presente na reunião, seja o fermento que desencadeará o direito de abater a crise que estar por vim com a privatização da Petrobrás e conduzirão o enfraquecimento da entrega de patrimônios públicos brasileiros. Táticas de lutas serão elaboradas para impedir o vale de lágrima capitalista que querem impor aos brasileiros.

Também estiveram presentes na reunião, representantes de gabinetes, advogados, senadora Lídice da Mata (PSB), representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), representantes do Sitramico-RJ, Paulo Brandão (AEPET), embaixadores e representante da Frente Brasil Popular (FBP).

 

Fonte: Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

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