Saúde

Pesquisa comprova que trabalho noturno não faz bem à saúde

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Segunda, 04 Maio 2009
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Trocar o dia pela noite é prejudicial ao trabalhador. É o que afirmam pesquisas recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), em referência aos cerca de 20% da população dos países desenvolvidos que fazem trabalhos noturnos.

 

Essa realidade é comum também no Brasil, como se pode comprovar em postos de gasolina, farmácias, supermercados, clínicas, hospitais, entre outros locais. Segundo a OMS, modificações no relógio biológico podem causar problemas como alteração nos ritmos cardíacos, queda no sistema imunológico e aumento dos riscos de câncer de mama.

Estudo realizado recentemente no Brasil pela International Management Stress Association (ISMA) constatou que 40% dos trabalhadores que exercem atividade noturna desenvolvem distúrbio na visão, podendo chegar à cegueira.

Para pesquisadores espanhóis, os dados são ainda mais alarmantes. De acordo com a Unidade do Sono de Barcelona e do Serviço de Neurofisiologia do Hospital da Paz de Madri, os profissionais que atuam no turno da noite perdem cinco anos de vida para cada quinze anos trabalhados. Além disso, eles se divorciam três vezes mais do que os profissionais com jornadas durante o dia e têm 40% mais chances de apresentar problemas cardiovasculares, neuropsicológicos e digestivos.

A legislação trabalhista prevê adicional a estes trabalhadores e aumento salarial de no mínimo 20% sobre a hora diurna. Nas atividades urbanas, considera-se trabalho noturno aquele realizado entre as 22h de um dia e as 5h do dia seguinte.

Fonte: Boletim da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), em 4-5-09

 

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