Saúde

Campanha de prevenção ao AVC lançará marca dia 12, domingo, em Ipanema

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Quarta, 08 Setembro 2010
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Sobreviventes da doença que mais mata e deixa sequelas no Brasil estão se esforçando para vencer o esquecimento. Vítimas e familiares do AVC ou AVE* – o popular derrame – vão fazer uma caminhada, no próximo domingo, 12, a partir das 10h, do Arpoador à Praça General Osório, em  Ipanema. Na ocasião, vão apresentar a marca de uma campanha de prevenção à doença que pretende alcançar projeção nacional. É fundamental a solidariedade e a presença do maior número possível de pessoas no ato.

Por enquanto, eles ainda são um grupo pequeno de abnegados. Coordenado pelo médico psiquiatra Daniel Chutorianscy, que também ficou com seqüelas depois de um derrame, o grupo de “avecerizados” se reúne todas as semanas, em Niterói, para discutir formas de vencer o preconceito e de lutar para tornar realidade uma campanha preventiva que seja encampada pelos governos federal, estaduais e municipais.

Não faltam argumentos para tirar da invisibilidade e prevenir o AVC. No Brasil, morrem cerca de 250 mil pessoas por ano, vítimas da doença, e cerca um milhão ficam com seqüelas. É um desastre nas proporções do tsunami que atingiu  a Indonésia e outros países da Ásia e da África, em 2004, ou do terremoto que abalou o Haiti, em janeiro de 2010.

Apesar disso, faltam medicamentos adequados no primeiro atendimento, ainda não existem campanhas oficiais de prevenção nem grupos de apoio para os “avecerizados” e seus familiares. O grupo de apoio mútuo, organizado em Niterói, por iniciativas dos próprios pacientes, é o primeiro de que se tem notícia.

Doença mata mais do que o câncer

A título de comparação, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) informa que a cada ano, são diagnosticados cerca de 50 mil  novos casos de câncer de mama no Brasil, dos quais 10 mil levam a óbitos, em geral por diagnósticos tardios. Em relação ao “HIV”, alvo de campanhas bem sucedidas, assim como o câncer de mama, as estatísticas oficiais registraram 474.273 casos no Brasil, entre 1980 e junho de 2007, sendo que a cada ano, graças à atenção dispensada aos pacientes, aumenta a expectativa de vida dos soropositivos.

Comparada a esses números, é espantosa a incidência do “derrame” no Brasil e no mundo. Como explicar a falta de informação e de atenção às vítimas da doença? Segundo a Organização Mundial de Saúde-OMS, o AVC mata mais de 5 milhões de pessoas por ano. Um em cada quatro homens e uma em cada cinco mulheres poderão ter um derrame até os 85 anos de idade.

Já Sociedade Brasileira de Doenças Cerobrovasculares aponta que, no Brasil, os acidentes cardiovasculares são a principal causa de morte, responsáveis por cerca de 30% dos óbitos do país e, a cada três mortes por eventos cardiovasculares, duas são por derrame cerebral (AVC) e uma por infarto do miocárdio.

Saiba mais em www.apn.org.br  Conheça, na página da Agência Petroleira de Notícias, o símbolo da campanha que será lançada no dia, 12, no Rio. Participe da caminhada “O Petróleo tem que ser nosso, o AVC não” . Todos ao Arpoador no próximo domingo, às 10h.  Apoio do movimento “O Petróleo Tem que Ser Nosso!”, através do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-RJ).

 

*AVC- Acidente Vascular Cerebral ou AVE – Acidente Vascular Encefálico

 

Fonte: Agência Petroleira de Notícias