Saúde

Para latinoamericanas, hoje é dia de luta pela descriminalização do aborto

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Terça, 28 Setembro 2010
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No Dia Latinoamericano e Caribenho pela Legalização do Aborto (28), mulheres do continente lutam pelo fim da criminalização daquelas que fazem esta opção. No Brasil, o crime de aborto prevê penas de 1 a 3 anos de prisão. Brasileiras se mobilizaram em várias cidades sobre o tema hoje.

Em Recife (PE) a Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto lançou uma plataforma de demandas em frente a uma igreja Católica. Foi um ato simbólico já que a instituição é sabidamente contra a legalização.

Com o mote "Nenhuma mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto", a Frente também realizou um ato público na Praça Matriarca, em São Paulo. A manifestação é em defesa da vida das mulheres.

Foi com panfletagem de material voltado para as eleições que as cearenses de Fortaleza marcaram este dia. Os panfletos argumentavam sobre a importância do tema nos programas de governo e candidaturas de parlamentares.

O que as mulheres reivindicam é a possibilidade de realizar abortos em condições seguras no sistema público de saúde. Feministas reivindicam o poder de arbitrar sobre o que se passa com seu próprio corpo. De acordo com algumas organizações sociais, a medida beneficiaria principalmente as mulheres mais pobres. Isso porque ao interromper a gravidez clandestinamente elas não podem pagar por boas clínicas . Recorrem então a lugares com péssimas condições de infraestrutura e higiene.

Contudo, a pesquisa nacional de aborto realizada pela Universidade de Brasília indicou que este não é um problema da classe A ou B: 20% das brasileiras com até 40 anos já fez um aborto inseguro. Até mesmo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já declarou que aborto é problema de saúde pública no Brasil. Um levantamento do Instituto do Coração, da Universidade de São Paulo, mostra que a curetagem após aborto – espontâneo ou provocado - foi a cirurgia mais realizada no Sistema Único de Saúde, o SUS, entre 1995 e 2007.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias, com informações da Ciranda e da Agência Pulsar.
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