Saúde

Infectologista afirma que situação da saúde no Rio é catastrófica

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Segunda, 31 Março 2008
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A falta de médicos nos hospitais públicos do estado do Rio de Janeiro pode ser responsável por uma distorção das informações sobre o verdadeiro número de vítimas da dengue

 

Por Danilo Augusto

De acordo com o infectologista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmilson Migovsk, o número de vítimas pode ser 30 vezes maior do que o anunciado pelos órgãos de saúde. Edmilson afirma que a situação do Rio pode ser "comparada com uma catástrofe, pois um médico de emergência que precisa atender 40 ou 50 pacientes em uma manhã não consegue parar para notificar todos os casos. Ou ele atende, ou ele notifica".

Do início do ano até agora, mais de 40 pessoas morreram no estado vítimas da doença. O infectologista também critica a maneira como as campanhas de prevenção são elaboradas. Para ele, um único dia de prevenção, conhecido no estado como "Dia D", não é suficiente para combater a doença e se não houver alterações nas formas de prevenção "a cada verão serão contabilizados mortes e sofrimentos". De acordo com a Secretária Estadual da Saúde, somente nos últimos três meses foram registrados mais de 23 mil casos.

A idéia é compartilhada pelo biólogo e professor de gestão ambiental da UFRJ, Jair Rosa Duarte. Ele afirma que é preciso uma política de planejamento para que os leitos nos hospitais não sejam insuficientes nos períodos em que se registram mais casos. Ele comenta que "não adianta no meio do problema buscar novos leitos. É preciso viabilizar isso antes".

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio informou que algumas medidas estão sendo adotadas para resolver o problema.

Fonte: Radioagência NP, 31-03-08

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