Saúde

Movimentos promovem ato contra privatização da saúde pública

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Quinta, 12 Abril 2012
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Uma manifestação em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo fim da mercantilização da Saúde foi realizada em frente à Câmara do Rio de Janeiro nesta terça-feira (10). Cerca de 300 pessoas participaram do protesto
 
 
O ato público, que começou pela tarde e terminou por volta das 20h, reuniu movimentos sociais, sindicatos, partidos, estudantes, professores e profissionais da Saúde. Eles repudiaram a entrega da gestão de bens e recursos públicos do setor à iniciativa privada por meio das Organizações Sociais (OS`s) e das Fundações Estatais de Direito Privado.

A criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), em dezembro de 2011, também foi criticada. Os manifestantes lembraram que essa política contraria as propostas aprovadas na 14ª Conferência Nacional de Saúde, também realizada no final do ano passado.
 

 
Para a professora de Serviço Social Maria Inês Bravo, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), as empresas privadas administram a verba pública visando o lucro e não o bem da população. Ela pertence à Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, que defende a saúde como um direito humano.

Integrantes da Campanha contra os Agrotóxicos e pela Vida levaram reflexões sobre a saúde no campo. Ivi Tavares, médica do setor de saúde do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirma que os venenos podem causar câncer, problemas hormonais, depressão, entre outras doenças nos trabalhadores rurais, mas também nos consumidores dos alimentos contaminados.
 

 
A terceirização do setor foi apontada como fator de precarização dos trabalhadores, que exigiram mais concursos públicos. A enfermeira sanitarista Magda Rodrigues, que trabalha no interior do Rio de Janeiro, questionou o governo de Sérgio Cabral (PMDB) por apostar nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) em vez de investir nos hospitais. Para ela, a opção serve para que o serviço público fique desacreditado frente à população, justificando abertura para a gestão privada.

Para 2012, houve um corte de 5,5 bilhões reais, anteriormente previstos no Orçamento da União. Além de protestar contra essa decisão do governo federal, os manifestantes do ato público no Rio de Janeiro reivindicaram também a garantia de pelo menos 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Saúde.
 

 
Fonte: Pulsar Brasil
Fotos: Samuel Tosta
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