Saúde

Pesquisas já reconhecem a Síndrome do Edifício Doente*

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Segunda, 27 Agosto 2012
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A médica do trabalho Lílian Alves, do Sindipetro-RJ, escreve sobre a Síndrome do Edifício Doente, um mal que já está sendo pesquisado, comum em ambientes pouco arejados.

 

A tendência à construção de edifícios comerciais e administrativos muito fechados, com poucas aberturas para ventilação, e que gastam menos energia tornou-se frequente nas grandes cidades há mais de quatro décadas. A construção destes prédios hermeticamente fechados solucionou o problema do consumo de energia, porém ocasionou drástica redução da captação do ar externo e renovação do ar interno.

A qualidade do ar em ambientes fechados tem sido motivo de pesquisa em todo o mundo. Entretanto, no Brasil, ainda há poucos trabalhos científicos desenvolvidos e uma legislação ainda insipiente, que não exige com rigor a análise de diversos elementos nocivos aos seres humanos e que podem e estão presentes em ambientes climatizados.

O fato de não haver obrigatoriedade legal de procederem-se estas medições, não deveria ser justificativa para sua não execução, visto que não medir não significa não existir e muito menos não afetar a saúde dos trabalhadores. Apesar disso, os parcos estudos realizados nessa área relacionam os índices de poluição interna aos efeitos adversos à saúde. A qualidade

A OMS (Organização Mundial da Saúde) reconhece a existência da “Síndrome do Edifício Doente” (SED). O diagnóstico da SED é eminentemente epidemiológico. De acordo com a OMS, na ausência de diagnóstico de patologias definidas, o diagnóstico se faz pela ocorrência de dois ou mais sintomas, que se sucedem pelo menos duas vezes na semana, no interior do prédio, e regridem quando a pessoa se afasta do ambiente em questão.

As fontes comuns de contaminantes no ar de interiores incluem, além da própria construção e decoração do ambiente interno, sua renovação e remodelamento. Carpetes, materiais de acabamento, tintas, adesivos, produtos de limpeza e máquinas de escritório liberam contaminantes para o ar interior sob a forma de gases, vapores ou partículas em suspensão.

A umidade relativa alta é uma das principais causas de crescimento de ácaros, fungos, esporos e bactérias principalmente se está acompanhada de ventilação reduzida, poucas aberturas e por sistemas de aquecimento com temperaturas elevadas. A importância de sua presença no ar interno está no fato de serem responsáveis por causar inúmeras doenças infecciosas e alérgicas, provocadas por toxinas produzidas pelos microorganismos que crescem nos sistemas de ventilação.

Os principais sintomas apresentados pelos usuários de edifícios com essas características são: irritação da pele e mucosas (nariz, olhos ou boca), secura (boca, olhos, nariz ou garganta), dores de cabeça, cansaço, respiração ofegante, tosse, vertigem e dificuldade de concentração além de apresentarem quadros de repetição de doenças como: sinusite, rinite, otite, amidalite, faringite, bronquite, pneumonia, asma, gripes e resfriados.

A suspeita da existência de uma SED é feita principalmente se: o trabalhador apresenta os sintomas enquanto trabalha ou está no edifício; se apresenta eliminação dos sintomas ao sair do edifício ou trabalhar fora por um momento; se apresenta retorno dos sintomas quando volta ao edifício e pela presença coletiva dos sintomas.

Fonte: A Base Presente/Oposição- Sindipetro Unificado de São Paulo

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